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A cultura organizacional e a competitividade
Bernardo Leite

Competitividade é uma “moda” que não vai passar.

Essa pode ser uma boa notícia para alguns e uma má noticia para outros, mas inevitavelmente é verdadeira.

Em vista disso só nos resta assumi-la, se possível, da melhor maneira.

Da mesma maneira que podemos relacionar a Cultura Organizacional com a “personalidade” da empresa,  podemos também fazer uma analogia da competitividade com o esporte, para melhor compreende-la e para melhor convivência.

É famosa a situação de se ter melhor desempenho quando o concorrente é forte. É como se costuma dizer no futebol: “em final de campeonato não tem favorito”!

Outra analogia interessante reforça esse ponto. Porque recordes mundiais normalmente são conseguidos em competições internacionais?

Podemos conjeturar sobre diversas razões, mas a principal é porque naquela competição estão os melhores do mundo. Há competidores com melhor retrospectiva do que eu. Como fazer nesse momento?

Sem dúvida é preciso dar o melhor que se possa, ou seja, preciso me superar. É nesse momento que conseguimos o recorde mundial! Premidos pela competitividade.

Aliás, a melhor invenção para a competitividade das empresas é... o concorrente!

Em suma: “quando o concorrente é forte a empresa é forte, competitiva, desenvolvida”. Quando o concorrente é fraco a empresa se acomoda.

E isso vale para nós, profissionais!”.

Um bom exemplo é o segmento financeiro brasileiro que é um dos mais desenvolvidos do mundo. Como se não bastasse esse ponto, decorrente de diversas e mutantes políticas econômicas e financeiras, no Brasil estão os melhores e maiores “players” mundiais.

É final de copa do mundo!

A Cultura Organizacional de empresas competitivas, portanto, é sempre permeada de grandes desafios e por isso, de grande pressão.

E aqui recaímos na questão da “percepção” da competitividade dentro da cultura organizacional. Para alguns é fator de stress, incomodo, adversidade. Mas não é na adversidade que crescemos?

Admito que possa não ser muito agradável sentir-se pressionado. Mas algo inexorável no processo de crescimento é a meta, o desafio, enfim, a pressão.

Nosso grande desafio é o de coexistir adequadamente com essa situação.

Entender a dinâmica das organizações é fator de sobrevivência e desenvolvimento, mas, acima de tudo, pode ser um fator de satisfação pessoal por se fazer parte de um “time” de primeira linha, de alcançar objetivos desafiantes e, principalmente, de saber-se competente. A auto estima é determinante nos ambientes competitivos.

Uma organização premida por valores de alta performance, participante de um segmento competitivo tem, inevitavelmente, uma Cultura Organizacional com características típicas onde a disciplina, o alcance de metas e a inovação constante são valores predominantes.

Fomentar o princípio de “agregar valor” faz sentido para ambos, organização e quadro de colaboradores.

Profissionais que experimentam essa realidade encontram uma grande “escola de desenvolvimento”.  Culturas Organizacionais competitivas nos exigem crescimento. Aproveitem essa oportunidade!


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