Teoria da Conexão – A realidade Organizacional

Parece coisa de internet, não é? Realmente é a primeira lembrança da expressão.  “Estamos conectados”

Mas é muitíssimo mais antiga que a internet, que a informática ou outra ciência.

Conexão é uma palavra bem abrangente. Deriva do latim Connexio, isto é, o estado de estar ligado, em contato, em união, aliança, e, subtende uma relação lógica, com nexo, sentido, coerência, com algo ou alguém!

Esse é o enfoque da teoria. Tudo está conectado e nós, seres humanos, também somos frutos da conexão, tanto do espermatozoide com o óvulo como, muito antes disso, dos microrganismos por ocasião da formação do universo. A matéria e a energia são conexões. Tudo são conexões.

Por isso podemos fazer outros passeios sobre esse enfoque.

A neurociência se baseia no processo de conexões sinápticas que permeiam um composto múltiplo com funções especializadas e interdependentes. A economia, ou a neuroeconomia, também se fundamenta no processo de intermediação de negócios, trocas, influências, etc, para definir um estado de equilíbrio de uma atividade econômica ou região.

Tudo isso para chegar ao nosso objetivo de poder afirmar que nas Organizações o princípio da Conexão é a base de todos os resultados. E um dos componentes essenciais dessa formulação são as pessoas e suas relações organizacionais.

Em primeiro lugar queremos enfatizar que o ótimo da unidade não garante o ótimo do resultado final do conjunto! É fator de sinergia ou da cadeia de agregação de valor.

Então o primeiro ponto a se destacar é de que o resultado não está em nossas mãos, mas na mão de quem recebe a nossa agregação de valor (a entrega). Portanto não temos resultados, nossos clientes é que o tem. Clientes externos ou internos. Dependemos deles para o resultado.

O segundo ponto nos remete á questão da tecnologia da comunicação. Hoje podemos nos comunicar com extrema facilidade. Por telefone, e-mail’s, celulares, Skype, i-Message, e etc. Em suma, temos uma enorme facilidade para comunicar, mas nos afastamos das pessoas. Conectamo-nos apenas remotamente! Dessa forma, por vezes, nos escondemos atrás da tecnologia gerando dificuldades excepciomnais de compreensão. Evidente que essa situação acarreta, para os negócios e para o próprio relacionamento interpessoal (outro tipo importante de conexão), um ônus fantástico de custos desnecessários, de desagregação de valores e objetivos e, inevitavelmente perdas em todos os sentidos.

Um terceiro ponto de destaque refere-se ao posicionamento das áreas dentro das empresas. Uma questão notória refere-se ao fato de que nenhuma área, sozinha, pode dar resultados. Tenho que vender, mas tenho que fabricar e tenho que entregar e tenho que controlar e etc, etc, etc.

E, por mais que isso pareça óbvio, a realidade das empresas não o reconhece. É impressionante o desconhecimento interno em relação ás outras áreas do negócio. Algumas fundamentais para o nosso próprio resultado particular. Por vezes não sabemos o que, aquele profissional, do outro lado do corredor faz. Qual sua contribuição e importância?

Neste ponto retomo aquele conto indiano dos seis sábios cegos que procuram identificar o elefante pelo tato. Cada um dos sábios identifica uma parte e o reconhece como tal. Para uns é um tronco (perna), para outro uma cobra (tromba), para outro uma parede e todos, sem exceção, tem razão. Mas somente o conjunto deles poderá reconhecer a verdadeira realidade.

Bem o tema é muito extenso e não temos a pretensão de esgotá-lo, mas o título, A Teoria da Conexão é, também, o titulo do livro que em final de abril estará pronto para a edição.

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